domingo, 8 de maio de 2011

Gente da minha terra...

Gente da minha terra tem solo fértil em tempo escasso...
Tem os pés quentes d'uma sola a ferver.
Gente da minha terra não tem sonhos tem um sonho...
Tem o sonho de ser.

É fria a manhã de Verão,
mais do que todo o frio do inverno...
Tem todo o coração,
mas só d'um é eterno.

Gente da minha terra, solidão que encerra...
O vento certo, o aconchego berra.
Gente da minha terra que me tens,
só não tens quem queres ter.

terça-feira, 19 de abril de 2011

domingo, 17 de abril de 2011

O leito

Aquece essa pele
o leito frio, faz queimar.
Para que não mais
tenha que sonhar.

Aquece o frio avele,
acordar e saber trinar.
Sê o horizonte dos quintais
que mais que eu sabem amar.

Pinta os traços Dali
em vertical certo
ao pico que ainda não vi.

Apaga os numeros daqui,
cria novos passos
que possa caminhar aí.

sábado, 16 de abril de 2011

Terror lento

Não tragas a tua essencia,
dura e fria.
o sossego intransigente
não traz e sentia.

O tempo passa morto
cheio, a transbordar de carencia.
um ser sem vivencia
um absorto.

Se para sair daqui
tenho que morrer,
então que morra,
não há nada a fazer.

domingo, 27 de março de 2011

A vida ainda reserva surpresas

Todos os homens deviam ter com que lutar, sem luta não existe estações. O tempo passa agarrado às paredes, as distrações cabem bem, demasiado bem, um estojo, uma caixa de fosforos.
Por tudo o que de bom existe, o sol brilha por detras de tudo e as sombras são amigas do passo e quando o passo acelera há luta pela frente. Essa luta por dois planetas perfeitamente alinhados, a sombra e o passo, o passo e a sombra.
As vozes são suaves, a voz é tão suave e a crença tão de leve se faz forte, e treme, treme os orgãos, treme o corpo, treme o próprio ser.
Agarras a vida ao corpo, agarras as intenções à mente, agarras as garras ao coração.

terça-feira, 1 de março de 2011

Petiska

Empadas de atum,
miúdo come em jejum
d'uma fadiga insaciável,
finito intragável.

Todo o sonho é vum vum,
toda a porta pum pum,
só o desejo indesejável
desfaz o aconselhável.

Encontra o Petisca,
chama a marisa,
implora o chá vermelho.

Deseja uma pisca da pisca,
encontra a divida
entre o novo e o velho.

someone's calling some insanity