quarta-feira, 24 de novembro de 2010

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Amar

Guerra interna de desvios pessoais, fora do prazo já para além do adiantado, este malvado bem que bate a dor, ramificações de espécie fortaleza. Surtos de magia, coisa falsa, causadora da falsa fé, espécie mais distinta do ser humano na sua maior altivez, a promessa, uma espécie de crer, a eterna espera, a eterna esperança, pudor meu Deus. Os ratos, as ratoeiras, os fugidios, os tolos de vista quente, tudo se trata de como se vê, não de como se sente, o frio, a pedra, o altar, a destreza, a corrida, a morte. Fugacidade atroz, esta de quem sabe que não ama depois de amar.

Saber é coisa de pobre, viver de selvagem, viver depois de saber é coisa imaginária.

sábado, 23 de outubro de 2010

Horizonte desperto

Depois do passado,
o futuro adquire
um pêndulo saturado,
numa peça errada.

Uma guerra sentada,
um passo que não se quer,
uma onda parada
que é, nem sequer.

Quando sopra inata
a inocência preciosa,
desperta o rei adormecido.

Uma nuvem fada,
horizonte coisa harmoniosa,
que não cai, nunca cai, no esquecido

terça-feira, 19 de outubro de 2010

El amour

O diabo o que quer não compra,
nem reclama.
O que o diabo exerce não assombra,
quebra não faz chama.

O amor não abre, arromba
sem sinais de artimanha.
O amor mostra e exibe em montra,
não mata, tem ponta romba.

Cede às nuvens o tronco,
cede o calor pelo frio,
não se cobre é coberto.

É pesado vestido de bronco,
vê pouco, sente estio,
morre um pouco fechado, um pouco aberto.